segunda-feira, novembro 06, 2006

SEGURANÇA
Olhares eletrônicos sobre a cidade
Onipresentes em prédios, bancos e lojas,
câmeras de vigilância se multiplicam em ruas residenciais e comerciais

Veja SP - 22/02/2006
por Isabela Barros

imagens Mario Rodrigues


O operador Luiz Pessôa, no Centro de Controle Operacional do Metrô: redução de 50% no número de crimes nas estações após intensificação do monitoramento


"Basta um olhar atento para constatar que elas estão por perto. E bem perto. No semáforo, no muro do prédio ao lado, no hall do elevador... Em São Paulo, calcula-se que 700 000 câmeras fiquem a postos dia e noite para acompanhar os movimentos dos cidadãos. Da garagem do apartamento à mesa do escritório, o paulistano é filmado, em média, vinte vezes por dia. Só no bairro de Higienópolis, estima-se que 8 000 lentes estejam ligadas a condomínios residenciais e comerciais. Shoppings como o Iguatemi e o Morumbi mantêm mais de 200 aparelhos de olho nos consumidores. Nas 52 estações do metrô, 688 câmeras vigiam o vaivém dos usuários. Por enquanto. Até junho, serão colocadas mais 138. É claro que a simples instalação de uma dessas máquinas não garante o sossego em relação à segurança. Mas elas ajudam na prevenção de crimes – ao descobrirem que há monitoramento, bandidos tendem a escolher outros alvos – e na identificação de seus autores."


Placa com aviso de que a área está sendo filmada, em estacionamento no Butantã: lei municipal determina a obrigatoriedade de anúncio, mas a regra não vale para ruas


"São as iniciativas privadas, no entanto, que fazem o número de equipamentos de vigilância crescer no ritmo atual. Em janeiro, o Jockey Club instalou em seus muros trinta câmeras voltadas para a Avenida Lineu de Paula Machado. O principal objetivo, nesse caso, é o de inibir a presença de travestis, prostitutas e seus clientes. "É constrangedor ver essas pessoas na calçada às 6 da manhã, durante os treinamentos dos cavalos", afirma Márcio Toledo, presidente do Jockey. As imagens podem ser acessadas no site do clube. "Houve um tempo em que ter câmeras dentro de casa era o suficiente para se sentir seguro", lembra Ricardo Chilelli, diretor-presidente da RCI First – Consultoria de Segurança e Inteligência Privada. "Hoje, é consenso que elas precisam vigiar as áreas externas e identificar possíveis suspeitos.""



"
Reflexo direto do medo da população diante da criminalidade nos grandes centros urbanos, o mercado de segurança eletrônica movimenta 1,1 bilhão de reais por ano no Brasil e 440 milhões de reais na capital paulista. Ao todo, são 1 500 empresas de comércio, instalação e monitoramento responsáveis por negócios que crescem ao ritmo de 11% ao ano. "Os circuitos fechados de TV respondem por 7% de tudo o que fatura o setor", diz Sami Roumieh, diretor de comunicação da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese). "Instalamos 100 câmeras por mês em São Paulo", contabiliza José Carlos de Vasconcellos, diretor-geral da empresa de segurança eletrônica Teleatlantic. "Há dez anos, eram menos de quinze.""




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