quinta-feira, novembro 16, 2006

Rua Augusta será monitorada no próximo ano

"todos os dias, onde quer que eu vá"


DA REPORTAGEM LOCAL


Uma das vias mais famosas de São Paulo como área de prostituição, a rua Augusta também deverá ser monitorada 24 horas por duas câmeras instaladas em cada quarteirão a partir do ano que vem.

A iniciativa é da Samorcc (Sociedade dos Amigos e Moradores do Bairro de Cerqueira César), que negocia a instalação dos aparelhos para que comecem a operar logo após a recuperação das calçadas da via. "É para coibir abusos. Se alguém é cliente e não quer ser visto, que não passe ali", diz Célia Marcondes, presidente da entidade.
O Jockey Club também instalou, em janeiro, 30 câmeras monitorando a avenida Lineu de Paula Machado, conhecido ponto de prostituição. Há imagens disponibilizadas até no site do clube, para quem "é nítida a diminuição das ações criminosas e da prostituição".
As iniciativas de vigilância eletrônica nas vias geralmente está ligada à prevenção de roubos e furtos. Em áreas comerciais ou residenciais, os prédios viram as câmeras para as vias e calçadas de forma a inibir ações criminosas.
Uma das experiências mais antigas ocorreu na Vila Olímpia, por iniciativa da ONG Movimento Colméia. Há mais de cinco anos começaram a ser instaladas câmeras que totalizam hoje mais de 500, voltadas para dentro e para fora dos edifícios.
Vias como Padre João Manoel, Franca, Lorena, Santos, em áreas nobres, também têm sistemas de monitoramento e há projetos grandes, por exemplo, na Oscar Freire.
(AI)


texto em Folha de São Paulo, 15/11/2006
imagem em [Surveillance Camera Players]